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sábado, 5 de janeiro de 2013

Grupo Abaçaí, Orquestra HB e Convidados : Agô! Cantos Sagrados de Brasil e Cuba


01- Exú
02- Oxossi
03- Agradecer e Abraçar
04- Xaxará
05- Xangô
06- Oxaguian
07- Quebrando Pratos
08- Iemanjá
09- Muzenza
10- Caboclos
11- Agô
12- Saudação a Oxossi
13- Saudação a Omolú
14- Saudação a Ogum

Lançamento: 2003, selo: Sambatá.


Nota: Brasil e Cuba possuem praticamente as mesmas origens religiosas quando se pensa em África. Com o passar do tempo, a música sacra dos dois países correram paralelas (gerando cada qual sua expressão musical popular particular), mas sempre por caminhos tão diferentes que nos dias de hoje parece ser muito difícil encontrar uma conexão entre as duas culturas sem que o resultado sonoro resulte estranho em alguns momentos.

Ponto maior para Cuba, que preservou suas raízes e não renega as origens de sua música nos cultos de suas santerias, seja Palo Monte, Arará, ou Regla de Ocha. Assim, ritmicamente, sua música se ramificou para os EUA, influenciando o jazz com o som extremamente complexo dos ritmos das congas e dos batas, das rumbas gauguancós e dos palos e descargas. Tais ritmos, mais tarde, ao ouvido americano, que não conseguia distinguir exatamente o som brasileiro do cubano e de outras culturas sul americanas, batizou de “salsa” (corruptela de “South” - toda a música que vinha do sul) uma infinidade de ritmos diferentes, tentando classificar sob um só rótulo tod o som que vinha das Américas Latinas.

Este disco – que nos foi prometido por muitas pessoas e nunca chegou a nossas mãos, a não ser recentemente - é uma proposta muito interessante em alguns momentos, quer seja na faixa 07, que mostra o ritmo Daró de Oyá como base para um maxixe-choro, executado com maestria pelos músicos participantes. Ou as faixas que influenciaram Carlinhos Brown em seu excelente Candombless, onde o eletrônico oferece respeitosamente o suporte para suas origens acústicas e “macumbísticas”.
A faixa 12 é tão lindíssima, tão emocionante que é difícil não se chegar às lágrimas – oriki e orquestra se encontram tão perfeitamente que duvida-se, durante a audição se já houve algum dia indisposição entre os povos do mundo. Um verdadeiro retorno sonoro aos tempos em que o Ayom estava na terra.
As faixas onde os orikis se encontram com os pianos cubanos ainda possuem um certo ar de “briga” devido ao resultado harmônico e melódico, pois o acento dos cantos em Yorubá no Brasil obedecem aos tons do português e não do espanhol. O modo como se canta e se fala influencia de tal forma uma composição que há sutilezas que se manifestam ainda que de forma quase imperceptível, mas no resultado final da obra mostram traços indeléveis de formação e reconstrução das culturas humanas. Mas no geral, os músicos, das cordas, sopros, cantores e ritmistas – com a direção do grande Ari Colares – brasileiros e cubanos se encontram, na verdade, num grande xirê – uma celebração da música e das artes no retorno feliz a suas raízes ancestrais. 
Fonte: Acervo Ayom
Postagem Original: 27/12/11 - 00:07H

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